A importância das consultas de pré-natal

Os cuidados no pré-natal são fundamentais para a saúde da mamãe durante a gravidez e para que o bebê se desenvolva com muita saúde

A primeira consulta de pré natal:

entre 8 e 12 semanas: costuma ser a consulta mais demorada, com menos exame clínico e mais esclarecimentos sobre: alimentação, atividade física, relação sexual, cosméticos e medicações que podem ser utilizados, assim como orientações sobre eventuais sintomas comuns na gestação e quando deve ser buscado um serviço de urgência. Não existe um único padrão… cada gestante deve ser avaliada individualmente. Tire suas dúvidas!

Exames que serão solicitados (na primeira consulta e alguns serão repetidos com 28 semanas):

– Tipo sanguíneo
Hemograma
Glicemia de jejum
Exame de urina
Exame de fezes
VDRL – pesquisa de sífilis
Sorologia para rubéola: IgG e IgM (se não tiver exame anterior evidenciando imunidade)
Sorologia para Citomegalovírus : IgG e IgM (se não tiver exame anterior evidenciando imunidade)
Sorologia para Toxoplasmose: IgG e IgM (se não tiver exame anterior evidenciando imunidade)
Sorologia anti-HIV (com o consentimento prévio da paciente)
Ecografia transvaginal (se idade gestacional < 12 semanas) ou ecografia gestacional, quando ultrapassada essa idade
Qual a periodicidade das consultas de pré-natal?

No início, as consultas são realizadas a cada 4 semanas até 34 semanas. Depois com 36 e 38 semanas e semanal até o nascimento. Caso a gestante tenha algum fator de risco, as consultas são antecipadas.
Consideramos a Data Provável de Parto (DPP) como 40 semanas… porém o bebê pode nascer entre 37a 41 semanas, sendo que o parto não deve ser antecipado antes das 39 semanas a menos que haja alguma indicação médica para isso.
Durante as consultas serão avaliados: peso da gestante, pressão arterial, batimentos cardíacos fetais, avaliação do tamanho da barriga, inchaço da gestante e, mais para a frente, o exame de toque avaliará o colo uterino.
Caso a paciente tenha queixas específicas ou alterações no exame clínico, o médico poderá solicitar exames complementares.

Ultrassonografias são importantes:
Na primeira consulta pré-natal, por exemplo, o exame confirma a idade gestacional, caso haja dúvida da data da última menstruação.
Avaliação da medida da nuca (Transluscência nucal) com 12 a 14 semanas
Entre 20-24 semanas: funciona como avaliação morfológica
Entre a 34ª e a 37ª semanas serve para verificar o crescimento fetal.
Entre 35-37 semanas, deve ser colhido um material vaginal e anal da gestante, para avaliar a presença de uma bactéria vaginal (Streptococcus do grupo B) que, se presente, orienta a realização de antibiótico na gestante quando entrar em trabalho de parto, ou quando romper a bolsa das águas. Não há necessidade de tratamento em cesarianas eletivas (agendadas, por alguma indicação médica)
Por lei, o parto deve ser normal, a menos que tenha alguma indicação médica para cesárea, ou que a gestante assine um termo de consentimento, que deseja a cesárea em detrimento do parto normal. Em geral, este termo não é aceito para ser assinado em plantões, e quando assinado no pré-natal, o próprio médico pré-natalista deve fazer o parto (isso deve ser acordado entre as partes envolvidas na assinatura do termo)

A Fase final da gestação:

O ginecologista vai orientar os sinais de alarme para procurar hospital, se necessário. Em geral:
Perda de líquido, que sai em grande quantidade, em geral escorre pelas pernas, com odor bem característico (semelhante a água sanitária);
Contrações (endurecimento da barriga acompanhado de dor) frequentes e regulares, em geral, pelo menos 2 contrações em 10 minutos, que não melhoram com repouso ou analgésico simples (As contrações que melhoram, em geral são as de treinamento, de “Braxton-Hicks)
Sangramento vaginal, não associado a toque vaginal do médico, ou a relações sexuais.
Redução da movimentação fetal (em geral, considera-se satisfatório mexer 7 vezes em 1 hora, com a gestante bem alimentada e em repouso)
Escolha qual hospital quer ser encaminhada quando estiver em trabalho de parto e tenha um “plano B” caso este hospital esteja indisponível por algum motivo.
Defina durante o pré-natal se fará o parto com seu médico ou com a equipe de plantão do Hospital. Ambas as opções são possíveis.
A gestante pode realizar um “plano de parto”, com sugestões de como gostaria que seu trabalho de parto fosse conduzido. Mas esse documento não invalida a autonomia do obstetra para realizar outros procedimentos caso haja algum risco para a mãe ou para o bebê. (fonte: SOGIMIG)
Enfim, o acompanhamento pré-natal deve ser realizado com zelo, tanto pelo obstetra quanto pela gestante e é um período fundamental para o futuro do seu bebê! É desta forma que se iniciam prevenções de algumas doenças.

Fonte: Calma Mãezinha