Acupuntura é utilizada no tratamento da dependência química

Close-up Of Young Woman With Eyes Closed Receiving Acupuncture Treatment

Qualquer droga que cause alterações do comportamento do indivíduo pode causar dependências, como o álcool, cocaína, crack, maconha, medicamentos para emagrecer a base de anfetamina, calmantes, medicamentos tarja preta, entre outros.

A dependência química faz o indivíduo pensar só na droga, achar e sentir que a droga é a coisa mais importante da vida dele, tão necessária ou até mais importante que o repouso, a diversão, os alimentos, a vida social, deixando fatores importantes de lado.

A dependência química é uma doença grave, não tem cura, causando até mesmo alterações físicas e biológicas nos indivíduos. Na maioria dos casos, há interesse por parte do dependente químico em receber um tratamento, ele quer ser tratado, só não encontra forças para isso.

Vem sendo cada vez mais comprovada a eficácia do tratamento da dependência química através da Acupuntura . “A inserção de finíssimas agulhas em determinados pontos do corpo após um minucioso diagnóstico através da anamnese, leitura do pulso, leitura da língua, é ativado imediatamente no cérebro a produção de antiinflamatórios, analgésicos e antidepressivos, como a endorfina, serotonina e cortisol, diminuindo os sintomas da abstinência”, explica a Dra. Aparecida Enomoto, especialista em Acupuntura pela Universidade de Medicina Tradicional de Beijing e fisioterapia, com especialização em UTI Respiratória no Brasil.

O dependente químico está sempre buscando um prazer cada vez maior. Assim que pode, ele busca uma droga mais forte. Por isso, precisa ser tratado o quanto antes. A Acupuntura causa um grande alívio, diminui imediatamente a abstinência. Sentindo esse conforto, ele percebe que pode viver sem a droga. Torna-se colaborativo, aceitando o tratamento. A especialista destaca ainda que é muito importante a participação da família, porém, ele tem que querer ser tratado. “A vontade do paciente é soberana e temos que respeitá-la”, comenta a Dra. Aparecida Enomoto.

Fonte: Bonde