Assembleia Mundial da Saúde aprova orçamento de US$4,4 bi para OMS

A 70ª Assembleia Mundial da Saúde aprovou na quinta-feira (25) o orçamento proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que inclui aproximadamente US$ 4,4 bilhões para o 2018-2019, um aumento de 3% (ou 28 milhões de dólares) em relação ao biênio anterior.

O orçamento proposto estabelece as prioridades da Organização de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Há também um aumento dos investimentos no novo Programa de Emergências em Saúde da OMS (69,1 milhões de dólares) e no combate à resistência antimicrobiana (23,2 milhões de dólares).

A 70ª Assembleia Mundial da Saúde aprovou na quinta-feira (25) o orçamento proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que inclui aproximadamente US$ 4,4 bilhões para o 2018-2019, um aumento de 3% (ou 28 milhões de dólares) em relação ao biênio anterior.

O orçamento proposto estabelece as prioridades da Organização de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Há também um aumento dos investimentos no novo Programa de Emergências em Saúde da OMS (69,1 milhões de dólares) e no combate à resistência antimicrobiana (23,2 milhões de dólares).

Os orçamentos de programas da OMS são financiados por meio de uma combinação de contribuições voluntárias, sendo estas provenientes de contribuintes estatais e não estatais.

Nas primeiras décadas de existência da OMS, as contribuições constituíam quase a totalidade do financiamento da agência da ONU. Contudo, à medida em que o orçamento total da Organização aumentou, as contribuições voluntárias ultrapassaram as contribuições fixadas na prestação da maior parte dos seus rendimentos. As contribuições permaneceram praticamente estáveis antes desse último aumento.

Poliomielite

Os delegados destacaram os esforços feitos para acabar com a transmissão da poliomielite nos últimos três países endêmicos – Afeganistão, Nigéria e Paquistão.

Expressaram preocupação com a persistência da escassez de vacinas inativadas contra o poliovírus e notaram a necessidade urgente de contê-lo em instalações seguras, destruir materiais desnecessários e conter adequadamente recursos que possam ser usados para pesquisa ou outros propósitos. Isso se tornou particularmente importante desde a erradicação do tipo 2 do poliovírus selvagem em 2015.

A Iniciativa Global de Erradicação da Pólio (GPEI, na sigla em inglês) foi lançada em 1988, após a adoção de resolução para erradicar a poliomielite mundialmente na 41ª Assembleia Mundial da Saúde.

Desde então, o número de casos da doença diminuiu em mais de 99,9%. Na região das Américas, o caso mais recente foi registrado no Peru, em 1991. A iniciativa também fortaleceu a capacidade dos países de enfrentar outras questões de saúde, por meio de uma melhor vigilância da doença; imunização e fortalecimento dos sistemas de saúde; alerta precoce, emergências e respostas aos surtos.

Os delegados também abordaram o desafio de reduzir a resposta global à erradicação da pólio e reconheceram a importância de se desenvolver uma estratégia para definir as funções críticas necessárias para manter o mundo sem a doença, bem como as estruturas globais e as necessidades financeiras para apoiá-las. O desenvolvimento desta Estratégia de Certificação Pós-Erradicação está em curso e será apresentado ao Conselho Executivo e à Assembléia Mundial da Saúde no próximo ano.

Os delegados cumprimentaram os esforços para o planejamento de um mundo pós-pólio, incluindo o trabalho da OMS para determinar os principais riscos programáticos, financeiros, de recursos humanos e organizacionais associados ao eventual encerramento do esforço global de erradicação da poliomielite.

Solicitaram ao diretor-geral que considere o planejamento da transição da poliomielite como uma prioridade organizacional urgente e enfatizaram a importância de assegurar que as necessidades de transição da pólio sejam plenamente incorporadas ao desenvolvimento do próximo orçamento e ciclo de planejamento da OMS.

Desafios nas Américas

O maior desafio enfrentado pela região das Américas, após a eliminação do sarampo e da rubéola, é manter essa conquista e apoiar outras regiões na aceleração da erradicação global, disse a diretora da OPAS, Carissa F. Etienne na 70ª Assembleia Mundial da Saúde.

Etienne relatou como a região das Américas eliminou essas duas doenças nos últimos anos, descrevendo os atuais desafios envolvidos na manutenção dessa conquista, como parte de um relatório intitulado “Vacinas que salvam vidas para todos, em todos os lugares”.

Em sua apresentação, a diretora da OPAS explicou que a região havia sofrido surtos de sarampo após a eliminação da doença, principalmente devido a casos importados de outras partes do mundo onde o vírus ainda está em circulação.

“O surto brasileiro foi o primeiro na era pós-eliminatória, com mais de 12 meses de transmissão sustentada – com o restabelecimento da transmissão endêmica em dois estados do Brasil -, pondo em perigo a meta de eliminação do sarampo”, relatou.

Foi graças ao firme compromisso político do país que o surto foi interrompido. “Na América do Norte, a dúvida em relação às vacinas contribuiu para um número significativo de crianças não vacinadas, o que aumenta o risco de transmissão endêmica”, indicou.

Fonte: ONU-BR