Café, sua fonte de energia

Uma das bebidas mais consumidas no Brasil, ele aumenta a disposição e é aliado de quem precisa de um gás extra em dias de agenda atribulada.

O aroma no ar é o primeiro a chegar, ativando áreas do cérebro ligadas à sensação de recompensa e prazer. Ponto no quesito acordar o cérebro. Depois, junto com os goles, vêm substâncias capazes de melhorar o humor, o foco, a concentração e até o desempenho nos treinos. A cafeína da bebida estimula o sistema nervoso central, nos deixando mais alertas, e também aumenta a presença de adrenalina na corrente sanguínea – o que favorece a quebra das células de gordura, que passam então a atuar como combustível, dando pique para as tarefas do dia.

Para quem não resiste ao cheiro bom saindo da cafeteira, faz tempo que os estudos vêm eximindo o café de contraindicações e demonstrando suas vantagens para a saúde. Uma pesquisa recente, feita na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, por exemplo, aponta que o consumo equilibrado acarreta inclusive proteção cardiovascular. A explicação, de acordo com os cientistas, está no elevado teor de compostos benéficos dos grãos, entre eles os ácidos clorogênicos, com propriedades antioxidantes.

E de quanto, afinal, seria esse consumo moderado? “Depende do metabolismo de cada um”, diz a nutricionista e pesquisadora de receitas terapêuticas Aline Quissak, da Nutri Secrets, de Curitiba. “Mas em geral a recomendação é tomar de três a quatro xícaras por dia, no máximo, se possível distribuídas até o fim da tarde, já que para algumas pessoas a cafeína interfere na qualidade do sono se for ingerida mais perto da hora de dormir”, ela pondera. Outro cuidado, recomenda Quissak, é adiar por 15 minutos aquela xícara que normalmente encerra o almoço. “É que o café pode atrapalhar a absorção das vitaminas ingeridas na refeição”, explica a nutricionista.

Se você prefere o café puro, vá em frente. Mas não dispense provar algumas misturas que podem aumentar ainda mais a disposição e o bem-estar que a bebida traz. Só não vale abusar do açúcar, lembrando que a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é não ultrapassar 25 gramas diários, o que corresponde a cinco sachês de 5 gramas ou duas colheres de sopa.

Café com óleo de coco

Eis uma boa receita para quem tem de enfrentar uma prova ou uma reunião de trabalho que exija muita atenção. Os triglicerídeos de cadeia média (TMC) do óleo de coco carregam a cafeína mais rapidamente para os neurônios. “Uma xícara de 150 ml com uma colher de chá do óleo é o suficiente para aumentar o foco e a concentração”, sugere Aline Quissak. A mistura também dá pique para a malhação, mas não é aconselhável exagerar na dose. “O óleo de coco em grande quantidade pode dar início a processos inflamatórios no organismo”, alerta a nutricionista esportiva Bruna Quaglio, de São Paulo.

Café com canela

“A canela é termogênica, ou seja, aumenta a temperatura do corpo, facilitando a queima de gordura. Além disso, é anti-inflamatória, tem antioxidantes e ajuda na eliminação de gases”, enumera Quaglio. A combinação de café com canela é ideal para meia hora antes dos treinos, porque a especiaria dilata as veias, o que deixa o corpo mais oxigenado, melhorando a performance e reduzindo a percepção de cansaço. Para uma xícara de 80 ml, basta meia colher de café de canela. Dica: como a cafeína da bebida permanece no corpo por algumas horas, se a atividade física estiver programada para o período da noite, os goles podem prejudicar o sono de pessoas mais sensíveis à substância.

Café com chocolate

“Essa associação é muito valiosa por volta das 16h”, propõe Aline Quissak. Ela esclarece: “A alta concentração de cacau do chocolate 70% diminui o cortisol, hormônio do estresse, cujo pico é por volta desse horário. Uma xícara de café com chocolate nesse momento colabora para a manutenção da produtividade e do rendimento, equilibrando as eventuais reações de agitação e ansiedade relacionadas ao consumo da cafeína”.

Café com leite vegetal e cúrcuma

A fórmula de leite de amêndoas com cúrcuma, ou açafrão-da-terra, ganhou o nome de leite dourado – devido ao tom da especiaria. Combinada com café, a dupla turbina a capacidade anti-inflamatória, antioxidante e antibacteriana do organismo. “É ideal para alavancar a imunidade, sobretudo no inverno, com a gripe rondando”, orienta Quissak.

Café com hortelã

Além de dar um toque de sabor especial à bebida, uma folhinha de hortelã traz a vantagem de ajudar a digestão, porque estimula o fluxo biliar. Boa pedida para o café depois do almoço.

Aroma da melhor qualidade

Na hora de preparar as misturas com café, é preciso respeitar e valorizar o ingrediente principal. Afinal, se ele não for de boa qualidade, pode colocar a perder o capricho das escolhas de ingredientes para as diferentes receitas. Na dúvida, procure na embalagem o selo de qualidade da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), que há 45 anos avalia os cafés à venda no Brasil. A ABIC verifica todas as etapas de fabricação, garantindo as boas práticas desde a produção dos grãos até o fechamento das embalagens. Nessa trajetória, examina itens como pureza, torração e moagem, tudo para evitar que a presença de qualquer grão defeituoso ou torra excessiva atrapalhe o gosto da bebida preferida dos brasileiros.

Fonte: Boa Forma