MÉDICO RECOMENDA CUIDADOS CONTRA A APNEIA DO SONO

Episódios recorrentes de obstrução da garganta durante o sono, geralmente acompanhada de ronco, além de problemas como cansaço, sonolência durante o dia, queda de rendimento no trabalho e alterações de humor; a longo prazo, também pode levar ao surgimento de doenças como diabetes, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, arritmia, infarto do miocárdio e até derrame. Essas são as consequências maléficas da apneia obstrutiva do sono, enfermidade presente em cerca de 33% da população brasileira. De acordo com os médicos, o distúrbio compromete seriamente a qualidade do sono. “Embora seja grave, o problema pode ser evitado ou, pelo menos, controlado por meio de alguns cuidados com a saúde”, revela Pedro Genta, pneumologista do Centro de Medicina do Sono do Hospital do Coração (Hcor), de São Paulo.
Dentre os cuidados que o portador de apneia deve ter está o controle do peso. Isso porque o excesso de peso aumenta, consideravelmente, as chances de uma pessoa sofrer com apneia do sono. No caso, as vias respiratórias sofrem um estreitamento em razão do acúmulo de gordura na região pescoço. “A obesidade ainda é o principal fator de risco para a ocorrência de apneia do sono. Por isso, procurar emagrecer e atingir o peso ideal diminui bastante as possibilidades de alguém sofrer com o problema”, explica o pneumologista do HCor.
CIGARRO
Outro cuidado é evitar o tabagismo. Estudos demonstram a relação entre o cigarro e a apneia do sono: o fumo causa inchaço dos tecidos do interior da garganta e da boca, além de aumentar a produção de muco. O processo diminui o tamanho das vias respiratórias, o que favorece o surgimento da apneia. “Melhor que deixar de fumar, é nunca começar. Ficar longe do cigarro é importante não só para reduzir o risco de apneia, mas também para evitar uma série de outros problemas de saúde”, alerta Pedro Genta.
Outra medida importante para evitar a apneia do sono é não consumir bebida alcoólica antes de dormir. Uma vez no organismo, o álcool provoca o relaxamento dos tecidos da garganta, impedindo as vias respiratórias de permanecerem bem abertas durante o sono. “O recomendável é que a pessoa não beba nada alcoólico, pelo menos, quatro horas antes de se deitar. Além de favorecer apneia do sono, o consumo de álcool prejudica os ciclos do sono e pode contribuir com quadros crônicos de insônia”, revela o pneumologista.
Outros cuidados apontados pelos médicos: dormir de lado (para evitar obstrução das vias respiratórias pela língua), ter uma boa qualidade de sono (entre sete e oito horas por noite), fazer exercícios físicos regularmente, vigiar de perto a pressão arterial e tratar eventuais problemas nasais. “A obstrução nasal e a respiração pela boca pioram o ronco e a apneia do sono”, explica Pedro Genta, pneumologista do HCor.

FONTE: Saúde e Beleza