Por que é importante mudar os hábitos alimentares na gravidez?

A rotina alimentar da mãe influencia o desenvolvimento do bebê.

Quando a mulher se descobre grávida, precisa redobrar os cuidados com a saúde, principalmente a alimentação. Alguns alimentos devem ser evitados no período gestacional, pois podem influenciar a saúde da criança. A placenta fica encarregada de levar todos os nutrientes para o feto, tudo que está no sangue da mãe será passado para o sangue do bebê.

Até mesmo antes de engravidar, é importante que a mulher tenha uma alimentação saudável, facilitando ainda mais o desenvolvimento adequado do bebê. A ideia de que as gestantes devem se alimentar em dobro não está totalmente correta, ela deve duplicar a qualidade da alimentação, ser saudável em dose dupla, e não comer desreguladamente.

Uma dieta sem orientações do obstetra ou nutricionista pode desencadear diabetes gestacional, rompimento da placenta, que precisa estar bem nutrida para fortalecer o bebê, além de pressão arterial alta e excesso de peso na mamãe. Nenéns que não são bem nutridos podem ter o sistema imunológico mais frágil.

O bebê está se desenvolvendo dentro do útero e o estilo de vida da mamãe tem total influência nisso, doenças crônicas como diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares podem ser desencadeadas a partir de hábitos não benéficos da mulher. Vale lembrar que o peso do neném não é influenciado pelo peso da gestante, essa condição está ligada a diabete gestacional que pode fazer com o que o bebê nasça obeso.

Faça um esforço para se alimentar três vezes ao dia, coloque alimentos que possuem os nutrientes que você precisa no cardápio, e nos intervalos das refeições consuma lanches naturais ou frutas. Uma alimentação balanceada consiste em diferentes grupos alimentares, você pode substituir alimentos que não gosta pelos que te agradam, são ricos em nutrientes e vão fazer bem para você e para seu filho, por isso, é importante pedir auxílio do seu médico.

Nesse momento, você precisa de vitaminas e sais minerais, como vitaminas A, C, D, Complexo B (B1, B2, B3, B6, B12), além cálcio, ferro, zinco, ómega 3 e ácido fólico que é extremamente importante no primeiro trimestre, estudos alegam que essa substância pode reduzir o risco de defeitos no tubo neural do bebê, embora seja encontrado em alguns alimentos, algumas gestantes tomam suplemento dele.
Alimentos essenciais

Carboidratos: principais fontes de energia para os seres vivos, são encontrados em pães, cereais matinais, massa, arroz, batatas, dê preferência aos cereais não refinados (pães, arroz e massa integrais). Quando são refinados, esses alimentos perdem as vitaminas B e E. Evite também consumir esses alimentos fritos, excesso de gordura não faz bem para saúde.

Frutas e vegetais: proporcionam sais minerais, vitaminas, líquidos e fibras, consuma frutas cítricas, como morango, kiwi, goiaba, elas são ricas em vitamina C, as frutas amarelas, como pêssego, manga são fontes de vitamina A, laranja, tangerina e amora também são essenciais, principalmente no primeiro trimestre, pois contêm ácido fólico.

Os principais vegetais são os de cor escura, como vagem, brócolis, couve-de-bruxelas e espinafre, pois possuem ácido fólico, vitamina C. Cenoura, nabo e beterraba são fontes de vitamina B1.

Deve-se tomar muito cuidado com alimentos orgânicos, eles devem ser lavados adequadamente, e analisados quando forem comprados, existem altos índices de agrotóxicos – defensivos agrícolas que podem fazer mal ao meio ambiente e aos seres humanos – nesses alimentos, entre eles estão: pimentão, morango, uva, cenoura, alface, tomate, mamão, laranja e abacaxi.

Laticínios: são produtos lácteos, como leite, queijos e iogurtes, apresentam cálcio, mineral muito importante na gestação, pois ajuda na formação dos dentes e ossos do bebê, além fortalecer a mamãe, dê preferência aos alimentos desnatados, pois eles possuem menor quantidade de gordura e vitaminas hidrossolúveis, além de optar também pelos pasteurizados.

Proteínas: alimentos de origem animal – carne, ave, peixes, ovos, além de vegetais leguminosos, como feijão, ervilha e lentilha. A proteína é necessária para a formação dos tecidos, células de órgãos do bebê. Proteínas também são fontes de vitaminas e minerais.

Alguns aminoácidos encontrados nesse alimentos são considerados essenciais, pois não são produzidos pelo organismo. Por isso, é importante comer alimentos para adquirir esses compostos.

Os vegetais produzem uma quantidade menor de aminoácidos essenciais comparados às carnes, então, se você é uma mamãe vegetariana fique atenta ao que é melhor consumir para suprir essa necessidade na gestação.

Óleos, gorduras e açucares: são alimentos ricos em calorias, como chocolate, refrigerantes e batata frita, eles devem ser consumidos de maneira moderada, apesar de não ser recomendado o consumo em grande quantidade, esses alimentos dão energia e são fontes de vitaminas lipossolúveis.

Não se esqueça dos líquidos, dois litros de água por dia, sucos naturais de frutas ou vegetais, leite e alguns chás de ervas são boas opções. Caso você seja vegetariana ou possua intolerância a alguma substancia, é extremamente importante consultar o médico para manter uma alimentação e gravidez saudável.
O que deve ser evitado?

Um dos perigos da alimentação no período gestacional sãos infecções ocasionadas por alimentos, as três mais comuns são: Listeriose, Toxoplasmose e Salmonelose.

A listeriose é causada pela bactéria Listeria Monocytogenes, contrair essa infecção na gravidez pode resultar em aborto, parto prematuro e desencadear infecções no bebê também. Os alimentos que devem ser evitados são: carnes e peixes crus, repolhos com maionese, cachorro quente e leites e queijos não pasteurizados.

A toxoplasmose é causada pelo Toxoplasma Gondii, pode provocar problemas cerebrais e cegueira no recém-nascido, o microrganismo é deslocado pelas fezes de animais, mas pode estar no solo e presente em carnes e aves cruas, é importante cozinhá-las e lavá-las bem, além de evitar contato com fezes de animais, caso você os tenha, principalmente de gatos.

Por último, a salmonelose, causada pela bactéria Salmonella entérica, essa infecção pode ser contraída principalmente pelos ovos crus e seus derivados, como mousse, maionese e sorvetes, é recomendável evitá-los ou cozinhar bem os ovos.

Além disso, deve-se evitar o consumo de bebida alcoólica, reduzir a quantidade de café, no máximo duas xicaras por dia, refrigerantes e peixes ricos em mercúrio como: cação, atum e peixe-espada, os consuma apenas uma vez por semana. Muitos estudos são feitos com esses alimentos e não há provas concretas do mal que eles podem fazer ao bebê, portanto, é melhor evitá-los ou reduzir ao máximo a ingestão.

Na amamentação, estudo indicam que alguns alimentos podem provocar cólica no bebê lactante, normalmente o que não faz bem para a mulher causará desconforto na criança também. Muitas vezes a fermentação na mãe pode causar cólica no bebê, brócolis, repolho, couve-flor, ervilha, lentilha, soja, iogurte e ovos são os produtos que podem ocasionar isso.

Fonte: Gestarmed