Prevenir é melhor que remediar! Como evitar lesões?

Atualmente, as áreas ligadas à medicina esportiva não se preocupam somente com o tratamento de lesões. Mais do que nunca, a velha máxima que diz “é melhor prevenir do que remediar” é uma questão colocada com considerável freqüência nos diversos setores da medicina esportiva.
Para que haja um entendimento completo de todos os fatores relacionados à prevenção de lesões em atletas de corrida, é preciso traçar todos os fatores de risco associados a esta modalidade esportiva.
Vamos a alguns fatores de risco bem típicos de atletas de corrida:
– Excesso de peso;
– Lesões prévias;
– Dores sem diagnóstico;
– Freqüência irregular de treinos;
– Ausência de exercícios de reforço muscular, alongamento e educativos;
– Falta de orientação profissional;
– Treinamento inadequado;
– Alterações biomecânicas.
Sabemos que uma pessoa sedentária, ao decidir começar a prática esportiva, normalmente está acima de seu peso ideal, o que pode ocasionar uma sobrecarga articular. Uma regra simples para identificar se o atleta está com sobrepeso é fazer o calculo de seu IMC (Índice de Massa Corporal). A fórmula em questão consiste na divisão do peso pela altura do atleta ao quadrado.
Se esse índice estiver acima de 24,9 é preciso cautela ao começar os treinos! O mais recomendado seria iniciar com caminhadas, exercícios de baixo impacto, para depois partir efetivamente para os treinos de corrida.
20110322_024058_gAs patologias prévias são fatores importantes para medirmos a chance de um atleta sofrer uma nova lesão. Quem já teve alguma, fica mais susceptível a sofrer algum outro tipo de lesão por sobrecarga. Por isso é importante tratar lesões de maneira adequada e descobrir qual o fator exato que ocasionou o problema.
É necessário ter bastante atenção com os comuns desconfortos sem diagnósticos médicos, que normalmente aparecem logo após um treino, ou no início de uma corrida, e logo passam. O atleta acaba “esquecendo” desta dor e continua treinando. Desta forma, uma coisa que pode ser simples, acaba se tornando uma grande lesão por negligência do próprio atleta. Vale destacar que sentir dor nunca é normal e, portanto, sempre que ela aparecer, é necessário procurar orientação médica. Quanto antes for feito o diagnóstico, melhor será o prognóstico!
A freqüência de treinos realizada também nos diz se o atleta tem potencial para adquirir uma lesão. Corredores que treinam menos que três vezes por semana e mais do que cinco vezes por semana estão mais sujeitos a sofrer uma lesão. No primeiro caso, por falta de adaptação fisiológica do organismo frente ao estímulo dado, e no segundo, por sobrecarga articular, por não ter um descanso suficiente.
Exercícios extras – Os exercícios de reforço muscular, principalmente em membros inferiores, são essenciais para dissipar corretamente as energias e impactos recebidos durante o esporte. A manutenção de flexibilidade adequada também é importante para manter uma postura correta enquanto se corre, evitando compensações físicas.
Também vale um olhar especial para os exercícios educativos, que coordenam melhor o gesto esportivo, dando mais equilíbrio às passadas, melhorando todo o posicionamento do corpo enquanto se corre. E é aí que entra a necessidade de treinamento com orientação profissional de especialistas em educação física, que conseguem enxergar onde as passadas precisam ser lapidadas, onde que o atleta pode melhorar sua performance, se está com uma postura adequada etc.
Outro fator de risco que merece atenção são os tipos de piso. É importante intercalar asfalto e cimento, com pisos menos rígidos como grama e terra batida, (ou mesmo a esteira), pois desta forma o nível de impacto na musculatura e nas articulações é minimizado.
Por fim, as alterações biomecânicas são as variações do próprio corpo do atleta, como, por exemplo, desvios posturais, joelhos valgos ou varos, pés planos ou cavos, rotações de tronco. Ao perceber algum desvio biomecânico é de suma importância realizar uma avaliação e até mesmo um trabalho postural, como forma de prevenir e curar as lesões já existentes, que algumas vezes tornam-se recorrentes.
Por tudo que foi aqui descrito, fica a impressão de que prevenir de maneira correta é uma questão bastante trabalhosa. Pelo contrário! Apesar dos vários fatores de risco, o trabalho de prevenção é simples e efetivo. Vale à pena investir!

FONTE: Webrun

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