Psicologia positiva promete acabar com depressão e ansiedade

Já ouviu falar? Saiba mais sobre o tratamento que foca somente em nossas forças e alegrias

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Você pode até não saber, mas quando compartilha o meme “torço pela felicidade dos outros, gente feliz não enche o saco” ajuda a viralizar um conceito que tem melhorado a vida de muita gente: a psicologia positiva. A proposta dela é superar e encontrar crescimento e motivação em eventos que trouxeram sofrimento, evitando assim a armadilha de passar a vida remoendo-os.

E ninguém está falando apenas sobre pensar positivo. A também chamada de “ciência da felicidade” é uma vertente da psicologia, um estudo científico empírico sobre as emoções positivas, como felicidade e prazer, traços positivos do caráter e relacionamentos. “Ela analisa as virtudes, o caráter e as forças pessoais de cada indivíduo, ou seja, de que forma as pessoas se comportam em determinada situação na vida, principalmente nas mais adversas”, afirma José Roberto Marques, Master Coach Sênior e Presidente do IBC (Instituto Brasileiro de Coaching).

O que tem de tão diferente?
A psicologia positiva busca a felicidade humana, quer trabalhar mais suas forças do que suas fraquezas, enquanto o o tratamento oferecido pela psicologia tradicional enfatiza distúrbios como depressão e ansiedade. “Ela busca promover mais as qualidades do viver do que reparar o que vai mal”, comenta José Roberto.

Como surgiu?
É movimento relativamente recente dentro da psicologia. Foi desenvolvido nos anos 1990 pelo psicólogo estadunidense Martin Seligman (o “pai” da psicologia positiva). Ele e o também psicólogo Christopher Peterson criaram um sistema de classificação dos aspectos positivos, um manual chamado de Values in Action – Classification of Strengths and Virtues Manual (Valores em ação – Manual de classificação de forças e virtudes). Ali, dividiram as forças em características emocionais, cognitivas, relacionais e cívicas. Também criaram seis grupos de virtudes: temperamento, justiça, sabedoria, coragem, humanidade e transcendência. São esses princípios que os profissionais aplicam em seus pacientes.

Em que ela me ajuda?
A psicologia positiva pode proporcionar bem-estar em qualquer área da vida, seja no aspecto pessoal, profissional ou social. Segundo José Roberto, as ações dela fazem despertar atitudes e sentimentos positivos para uma boa convivência com os que nos cercam e, contribuem para que os momentos de felicidade sejam cada vez mais constantes em nossa vida. “Atua para que saibamos contornar as situações mais adversas que nos envolvem no dia a dia”, revela.

Como funciona?
Na prática, a psicologia positiva busca despertar autoconfiança, segurança no indivíduo, e trabalhar habilidades otimistas, para aumentar os índices de felicidade, bem-estar, de satisfação das pessoas, a conquista de objetivos, metas, e qualidade de vida. “A ação acontece por meio da aplicação de seus conceitos, práticas, ferramentas e técnicas”, explica o Master Coach.

Qual é a dinâmica?
Assim como na psicologia tradicional, a positiva conta com sessões que podem ser ministradas por psicólogos ou coaches especializados. A duração pode ser variada. “As sessões funcionam de modo a promover a desconstrução de barreiras mentais, o aumento das perspectivas e da positividade, além de promover o autoconhecimento”, afirma.

De quantas sessões eu preciso?
Depende dos objetivos que busca com o processo. Mas, em média, uma pessoa faz de 10 a 12 sessões.

E quanto aos meus sentimentos negativos?
Eles não serão ignorados. Os estudos da psicologia positiva trazem à tona discussões acerca das emoções positivas e emoções negativas. Porém, os preceitos da metodologia buscam os caminhos que levam as pessoas à felicidade e à vontade de viver. “Para Seligman, é preciso focar nos efeitos positivos das diferentes situações que vivenciamos no dia a dia para alcançar nossos objetivos e metas, e também para conquistar uma vida plena por meio da mudança de comportamentos e da eliminação de crenças negativas”, explica José Roberto.

Vou poder falar sobre ansiedade?
Sim, mas a diferença é que quando a ansiedade for identificada, ela é encarada como um fato normal. Segundo José Roberto, para combatê-la, é preciso exercitar as habilidades trabalhadas pela psicologia positiva, como o foco, a aceitação, motivação, autoestima, pensamento positivo, tolerância, o otimismo, a esperança, dentre outras.

Do que vou falar na primeira sessão?
De acordo com o coach, em um primeiro momento, o profissional buscará conhecer você, suas características, perspectivas, objetivos e, identificar as possíveis causas que o levaram a procurar o processo, para fazer uma avaliação inicial. Portanto, ele fará perguntas como “Qual a sua história de vida?”, “Como você se enxerga no mundo?”, “Como é sua atuação profissional?”, “E sua relação com a família?”, “Por que você procurou o processo de psicologia positiva?”, “Quais são suas expectativas?”, entre outras.

Será que funciona pra mim?
Assim como todos os tipos de tratamentos, vai depender do seu comprometimento com o processo. “Se a pessoa acreditar e se empenhar, a psicologia positiva funcionará, assim como tudo que perseveramos”, finaliza. Caso decida aderir ao tratamento, busque um psicólogo ou coach especializado no método.

FONTE:

3 Comments

  1. Douglas Dantas Muniz 22/09/2016 at 9:22 pm

    A psicologia positiva tem ajudado muitas pessoas que tem dentro de si, a autoestima elevada, e com otimismo também elevado. O autoconhecimento é o caminho para conhecer sua própria identidade… As emoções positivas ., expectativas de vida, foco e bem-estar são ingredientes sustentáveis da psicologia de Martin Selgmam.

  2. Douglas Dantas Muniz 09/10/2016 at 12:16 pm

    Lancei outro artigo interessante sobre o sonho, seria bom averiguar e talvez divulgar neste bloco.

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